Blog de WS analisa os excessos do MPF ao longo dos anos e prevê revisão
Para Walter,
"os procuradores do MPF construíram um enredo fantasioso pela inexistência
de provas"
Créditos: Reprodução / WEB
O Blog de Walter Santos analisa nesta quinta-feira (15), a postura do
Ministério Público Federal sobre a ação que envolve o ex-presidente Lula.
Para Walter, "os procuradores do MPF construíram um enredo
fantasioso, insustentável, pela inexistência de uma única prova - elemento
fundamental num processo judicial. Mesmo assim esbanjaram contorcionismo
primário e mal feito".
Leia a análise na íntegra:
MPF: efeitos da Pirotecnia policialesca
insustentável, as conquistas, engajamentos e revisão dos excessos
O Brasil, como de sorte o Mundo, dormiu e acordo
com os efeitos da apresentação em "power point" pela Força Tarefa do
Ministério Público Federal de denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, sua esposa Marisa e mais 5 pessoas na Operação Lava Jato abrigando
uma imensa pirotecnia com apoio dos grandes veículos de comunicação do País sem
sustentação jurídica legal.
Ainda hoje todo o aparato é alvo de piada e
ridicularia pelo grave procedimento e esforço hercúleo dos jovens Procuradores
da República, já merecendo críticas contundentes internas da instituição, pela
forma e procedimento do MPF, não só no caso Lula, mas em todo o processo da Lava
Jato comprometendo e pondo em risco reputação e conquistas do Ministério
Público.
No espetáculo de ontem, tiveram a coragem de
"construir" um enredo fantasioso, Insustentável, pela inexistência de
uma única prova - Elemento fundamental num processo judicial. Mesmo assim
esbanjaram contorcionismo primário e mal feito.
Na essência, por falta absoluta de provas contra o
ex-presidente, apelaram para sofismas e artifícios da computação fazendo
desabar reputação e postura pela inconsistência da denúncia afetando a imagem
do Ministério Público diante das instituições a partir da base mínima do
Direito a se exigir de uma instituição tão importante.
ENGAJAMENTO POLITICO E AMEAÇAS
Ao final da apresentação insustentável da
inconsistente denúncia, ficou evidente que a força tarefa abrigou na essência a
imaturidade de jovens procuradores claramente afetados pela superexposição de mídia
com visíveis rasgos de tendencionismo político - ideológico contra o saldo dos
Governos Lula e Dilma.
Pareceu estarem participando de uma grande trama,
onde o alvo em voga era eliminar Lula e o PT a qualquer preço, embora sem
nenhum embasamento legal consistente, com reais provas de ilicitos.
Tanto que não ousaram pedir a prisão de Lula.
1988, GURGEL E JANOT
Até 1998, ano da Constituinte Cidadã - atualmente
em esfrangalhamento - o Ministério Público era um arremedo de estrutura a zelar
pelas leis e obrigações em torno do Estado. Vivia de esmolas e à busca de
reconhecimento para seu mister.
A Constituinte deu ao MP seu indispensável abrigo
de condições de ação chegando ao tamanho que é.
Mesmo assim, depois da Constituinte, o MP viveu
momentos depreciativos. Na gestão Geraldo Brindeiro quando do Governo FHC, as
grandes e graves denúncias foram todas engavetadas. Fatos gravíssimos sem
atuação à altura da instituição, tanto que o Douto procurador ficou carimbado
como "Engavetador-Mor".
Com o Procurador Geral, Roberto Gurgel, Já na fase
Lula, o MPF aliado ao STF, começou a exorbitar em suas funções quando resolveu
pedir a condenação de Réus no Caso Mensalão, em especial o ex-ministro José
Dirceu, sem nenhuma única prova - fator indispensável no Direito, no rito
processual.
Inventou uma tal teoria do Domínio de Fato que faz
até hoje Zé Dirceu mofar na cadeia sem uma única prova contra ele. Até quando
Dirceu viverá esta excrecência?
Agora, temos a gestão Rodrigo Janot já a merecer críticas
contundentes dentro e fora do MPF por seu comportamento alinhado para proteger
todas as denúncias contra o PSDB e, no paralelo, tentar criminalizar o PT.
O Ministério Público emergido da Constituinte de
1988 não foi esse, com esse engajamento ideológico evidente, visivelmente
distante do zelo jurídico - constitucional, daí certamente terá que conviver
com ajustes.
Pior, no bojo de aparar excessos, parlamentares
corruptos podem se beneficiar da ocasião para barrar outras conquistas do
indispensável Ministério Público.
Quem viver, verá.
Fonte:http://www.wscom.com.br/noticias/politica/blog+de+ws+analisa+os+excessos+do+mpf+ao+longo+dos+anos+e+preve+revisao-204187

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